Pois, pifaram os PC's cá da casa, isto parecia o verão quente. Estava mesmo com saudades de postar algo, por isso alguns tiros de pólvora seca.
Já tenho algumas fotos decentes no seguimento de "Uma pérola", mas ainda nem sequer as vi dado a falência informática cá da casa.
Prometo um post com fotos para amanhã!
domingo, 22 de novembro de 2009
Lighten up and shoot
Mais um blogue catita, se bem que um nadinha abichanado, que achei piada pelo humor com que apresentam as coisas que interessam, mas nem sempre têm piada por si sós. Dêem uma vista de olhos.
sábado, 7 de novembro de 2009
Jeff T. Alu
Adicionei um novo link porreiro, do fotógrafo Jeff T. Alu, com fotografias um pouco diferentes do normal e que, julgo, serão do vosso agrado.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Uma pérola!
Para quem gosta de fotografia, um dos grandes desafios é encontrar temas que o cativem. Uns fotógrafos são mais inspirados que outros, e outros de vez em quando têm a sorte de encontrar uma pérola à espera de ser apanhada. Espero conseguir apanhar esta pérola, porque é uma corrida contra o tempo e o impiedoso martelo demolidor. Para já, uma amostra com o meu télélé.
Um dia de chuva no Inferno
P.S. - Como havia prometido, aqui fica a identificação do autor de tão excelente imagem: Paulo Rocha (Charlie), do Porto. Ao autor, os meus parabéns.
domingo, 1 de novembro de 2009
Dia do Exército, Braga
Celebraram-se as comemorações do Dia do Exército no passado dia 25 de Outubro na cidade de Braga. Desde o tempo da outra senhora que não se via tamanho aparato militar nestas bandas.
A escolha da cidade de Braga foi motivada pelo 300º aniversário do "seu" RC6, tendo havido lugar a exposição estática, demonstrações e outras actividades que tal durante a semana que antecedeu o dia 25.
A população de Braga e suas instituições, souberam acolher o Exército Português, tendo uma multidão de milhares assistido ao desfile efectuado no fundo da Avenida da Liberdade (foi o pedaço que sobrou para estas coisas, tendo em conta o túnel que ocupa metade da sua extensão, de modo a criar ambiente pedonal e acessos automóveis a mais uma grande superfície comercial, que está a ocupar o lugar do antigo edifício monumental dos Correios, enfim, divago...). Não escapou a ninguém na assistência a ausência do Exmo. Sr. Presidente da República, e do Exmo. Sr. Primeiro Ministro. Não sei do primeiro, mas o segundo preferiu ir correr nessa manhã. A opinião consensual: uma vergonha e uma afronta ao Exército e à cidade de Braga. Eu concordo.
De notar também o habitual "blackout" informativo relativo a um evento de âmbito nacional decorrido em Braga, cidade epicentro de um qualquer "triângulo das bermudas" informativo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O Amolador
É amolador desde os 15 anos, seguindo os passos do avô. Quem for cá do burgo não deixará de reconhecer o som da sua gaita, cujo som agudo sibila e ecoa por entre os prédios, anunciando a passagem do prestador de serviços que afia os instrumentos cortantes domésticos e repara guarda-chuvas pela módica quantia de €1.
Empurrando a sua motorizada, percorre silenciosamente as ruas, apenas anunciado pela inconfundível gaita. Lembro-me perfeitamente da sua antiga pasteleira e penso que, sendo para empurrar, talvez fosse melhor que a actual Casal. Mas a lógica do negócio é imperdoável: com a mota vai mais longe! Viana do Castelo, Esposende, Apúlia, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Famalicão, Póvoa de Lanhoso, todas recebem a visita do amolador gaiteiro. No entanto, o amolador queixa-se da falta de negócio, principalmente na reparação de chuços, dado o espírito perdulário vigente nesta época levar as pessoas a deitarem fora o que tem reparação (talvez pensem que seja demasiado caro) para comprar novo. Do alto dos seus mais de sessenta anos, o conselho sábio de poupar e guardar as coisas velhas, porque no poupar está o ganho e nunca se sabe o dia de amanhã.
O Amolador tem também uma actividade paralela, como podem verificar no seguinte vídeo:
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Eu é que shou o Preshidente da Shunta!
O passado dia 11 de Outubro fomos a votos eleger os nossos governantes locais, como ainda se devem recordar. Quer dizer, fomos os que fomos, porque muitos estão longe dos círculos onde estão recenseados, há quem esteja acamado e não queira incomodar o CNE e o Presidente da Câmara para recolher o seu voto (é verdade, vão ver) outros não sabem nem querem saber e ainda há os que têm raiva de quem sabe.
Mas há freguesias imbuídas de um espírito democrático tal que, por exemplo, dos 179 eleitores inscritos foram a votos 145, sendo que os restantes estavam imigrados ou em parte incerta. Uma taxa de abstenção de 19% que, ponho a minha cabecinha num cepo, julgo representar a taxa de abstenção zero, ou seja, mesmo que toda a gente que pode votar o vá fazer, ainda vão existir cerca de 20% que, por um motivo ou por outro, não o faz (onde se lê "um motivo ou por outro" leia-se "ter aversão a votar"). Coisas do género "está emigrado", "agora mora noutra cidade mas ainda está recenseada aqui", "está preso", etc.
Mas, infelizmente, estou a enganar o leitor. Não existe neste país tal terra transbordante de espírito democrático. A situação que descrevi retrata um sítio como muitos outros, repleta de espírito caciquista. Vejam lá se esta situação vos é familiar:
O presidente da junta em funções, novamente candidato, alegadamente terá usado a junta em proveito próprio, fazendo obras para seu benefício usando dinheiros públicos, empregando pessoas sem vínculo laboral e sem benefícios sociais com dinheiros públicos, financiando "convívios" populares com dinheiros públicos, etc. O seu programa eleitoral foi algo do tipo "só prometo que não prometo nada" e a campanha foi a disseminação de uma série de boatos sobre o candidato rival. Tinha as costas quentes por parte da câmara municipal, da mesma côr política.
O candidato desafiador, pessoa revolucionária de corpo e espírito, apresentou um programa eleitoral de fazer inveja aos partidos do bloco central (achei um pouco excessivo pela quantidade, mas não pela qualidade das ideias, deduzi que fosse um programa de fundo). Fez comício em cima do reboque de um tractor na praça da aldeia (sem assistência, se não contarmos o pessoal que estava na esplanada próxima). Denunciou os actos do rival, que nem respondeu a um convite escrito para um debate público.
Quem foi votar foi practicamente levado ao colo pelos candidatos desde casa até à junta de freguesia. Votou de acordo com a família e importância económica do candidato (coisas como "votas em mim ou despeço-te" funcionam muito melhor do que "vota em mim para bem da freguesia").
O resultado foi esmagador. O candidato revolucionário perdeu por 50 votos, pelo que se deduziu que só a família votou nele. Prometeu uma oposição feroz na mesa da assembleia da junta. Festejou a mudança do poder na câmara municipal para o seu partido. O candidato vencedor deixou de festejar quando soube deste facto.
Macro
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