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terça-feira, 5 de abril de 2011

SNS, ESTOU FARTO.

Acabem lá com essa porra. Não funciona, sorve dinheiro público como se não houvesse dia de amanhã, emprega as maiores bestas que portam títulos supostamente de saúde, faz perder o tempo e a saúde ás pessoas.
Acabou-se. Não quero saber do SNS. O SNS morreu e não passa de um cadáver em decomposição, putrefacto e nauseabundo, que estorva e obriga a trabalhos. O dinheiro que torramos nessa bosta de amostra de sistema de saúde, deus me perdoe, é melhor empregue num seguro privado qualquer que tem a decência de nos deixar morrer em casa sossegados quando chegar a altura e tiver acabado o dinheiro.

domingo, 6 de junho de 2010

Por oceanos nunca antes navegados?


Nos dias que correm, surge-nos uma grande incógnita: Será a vida dos nossos filhos melhor do que a nossa?

Após pelo menos um século em que cada geração conseguiu legar uma vida melhor e mais próspera à posterior, finalmente, o ciclo inverteu-se e a geração dos filhos de Abril parece desiludida quanto à aspiração de viver tão bem quanto a geração de Abril (muito por causa do presente envenenado que esta deixou).

Neste momento, a fasquia consiste em aguentar a tempestade e esperar que passe.

A conjuntura económica e política sem luz no fundo do túnel, os custos acrescidos que surgem na constatação (quando surgem os rebentos) de que o sistema público de creches e infantários é insuficiente e o privado é caro, a educação e a saúde são cada vez menos "tendencialmente gratuitas", o endividamento para compra de habitação a preço especulado que se contraiu na expectativa de que "custa no início, mas depois as coisas vão melhorar", o aumento sucessivo de impostos para manter a máquina estatal (os tais da geração de Abril) e os desfavorecidos que se querem desfavorecidos para se manterem elegíveis e eleitores, as reformas aos 127 anos de idade, as medidas de contenção e os pactos de estabilidade pagos pelos do costume, o aumento do custo dos transportes privados e públicos, o excesso de licenciados, a geração 500 euros e o desemprego, as deslocações das indústrias e as importações dos mesmos produtos de países terceiro-mundistas que os nossos políticos decidiram tornar nossos parceiros iguais no comércio enquanto se fecham os olhos aos défices sociais e democráticos...

... Bom, nada disso são bons ventos para nós e a geração que nos vai suceder. Godspeed!


Posted by Picasa

quinta-feira, 18 de março de 2010

Balão côr-de-laranja

Gosto de balões. É inútil tentar explicar os motivos pelos quais se gosta de balões: se é preciso, é porque não vale a pena. Quase não vale a pena apontar o facto que os balões, quanto mais inchados, menos se dão com agulhas. E então sublinhar o fim inexorável de qualquer balão é um exercício de futilidade perfeitamente inócuo: Ninguém quer saber. De verdade la palissiana em verdade la palissiana, damos por ela estamos em pleno congresso do PSD.

Assim, de repente, passou-me a vontade de falar nisso.

domingo, 20 de setembro de 2009

...1, 2, esquerda direita...

Aqui atrasado (sei que os nossos compatriotas alfacinhas deliram com esta expressão, por não lhe encontrarem sentido e ser tão nortenha) estava à conversa com o meu velhote, antigo crítico feroz do Dr. A. O. Salazar mas seu admirador mais recentemente, para meu desespero. E ele saiu-se com uma que levei para cogitar em casa. Depois de avaliada e aprovada, passo a partilhar:

A Esquerda Portuguesa (não confundir com socialismo) pretende a pobreza em Portugal, para manutenção da sua base eleitoral.

Na perspectiva desses senhores, que de socialistas têm pouco, um pobre, quando deixa de ser pobre, passa a ser cioso da sua propriedade, e logo, passa a ser de direita. Portanto, deve-se desencorajar os pobres a deixarem de o ser, e talvez até convencer os menos pobres a o serem mais.

Daí a justificação para a existência dos rendimentos mínimos, complementos solidários, subsídios avulsos, salários mínimos mesmo mínimos e médios bem baixinhos, ausência de contribuições e de taxas moderadoras e outras, abonos, os 13º e 14º mês (autênticos incentivos ao consumo - um mês para as prendas de Natal, outro para as férias de Verão), os descontos ferozes ao salário dos trabalhadores mas escondidos da sua percepção (falo dos 26,5% do salário base que é o patronato a contribuir, mas que no fundo é o trabalhador que contribui e nem sabe), e outras artimanhas e habilidades que se destinam unicamente a habituar a população a uma vida de pobreza de espírito e da carteira, com a mão estendida ao estado ditatorial democraticamente legitimado pelos seus votos dependentes.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um, dois, esquerda direita!

Acabei de assistir ao comb... humm, debate entre o Eng. José Socrates (pelo Partido Socialista) e o Dr. Paulo Portas (pelo CDS/Partido Popular). Bom! Isto vale a pena: "Olhe que não, Sr. Dr!" "Olhe que sim, Sr. Eng!"


Fabuloso!


Agora mais a sério. Gostei deste debate não pelo combate intelectual entre dois políticos, sempre admirável quando practicado por contendentes pesos pesados (quem assistiu a debates entre Mário Soares e Álvaro Cunhal sabe do que falo), que não é bem o caso, mas sim pelo debate ideológico entre a Esquerda e a Direita, coisa rara neste país desde o 26 de Abril de 1974. Há que dizê-lo: Neste país quase não temos direita, que se resume politicamente ao CDS/PP.


Os Srs. Drs. do PSD tenham paciência, mas não vem que não tem! As únicas atitudes de direita do PSD desde 1987 para cá foram as subtis infiltrações legislativas que permitiram a privatização daquilo que era público, o que me pareceu bem relativamente ás empresas nacionalizadas (roubadas) no tempo do PREC , menos bem terem privatizado (round dois à carteira dos proprietários legítimos) as que davam lucro e termos ficados com os charutos voadores da TAP e péssimo quando nos apercebemos que é ao abrigo dessas leis que hoje privatizam não só os serviços públicos mas os próprios bens públicos, como é exemplo gritante a possibilidade real de privatizarem a própria água que bebemos. Isso não é direita, é traição lesa-pátria, é um atentado aos mais elementares direitos do ser humano. Adiante.


O que difere a Direita da Esquerda? Ora, cá está uma pergunta que não se ouve todos os dias! Desafio o leitor a pesquisar na internet. Vai descobrir que os conceitos são volúveis e têm-se desenvolvido ao longo dos tempos, desde os Estados Gerais franceses, em 1789. Mas esta questão, quando aprofundada, apenas serve para evidenciar a quase ausência de Direita em Portugal.


Confesso um carinho especial pela Direita, tal como a entendo: o enaltecimento do indivíduo, dos seus direitos e dos seus deveres e de tudo o que daí advém.


Confesso também uma admiração catita pela Esquerda: a ideia de que isto é um por todos e todos por um (desculpa, Alexandre).


Mas se o que nós temos é mais que isto é alguns por todos, não quer dizer que também não temos Esquerda em Portugal?


E, se não temos Esquerda nem Direita, temos o quê?



Foto: tasjaber, via TVI