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segunda-feira, 16 de abril de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pela vontade que tenho de me exprimir...

... mesmo sabendo que este blog é tão só meu que provavelmente ninguém o lê, pela necessidade de escrever, opinar, distrair-me, relaxar, partilhar, pela necessidade de mandar a crise às urtigas e as agruras às favas. Pelo prazer que me dá desopilar o fígado e escrever impropérios, digo caralhadas, e escrever que quem nos governa são uma cambada de filhos da puta, sem ofensa à sra. sua mãe que não teve culpa de os parir e de certeza que não os educou para isto. Dá vontade de saborear o meu Jack Daniels enquanto ouço Ramones nos ridículos altifalantes deste portátil veterano que persiste, mal se ouvindo sobre a músiquinha irritante que os meus adorados catraios insistem em fazer sair do LCD de tamanho maior do que preciso e que já me arrependi de comprar dado a qualidade da programação que ainda pago por cima. Apetece-me fumar um cigarro no terraço enquanto observo o raio dos gatos em brincadeiras suspeitas ao Sol e rezo para que chova cedo, muito e longamente. Gostava de namorar a minha mulher de há muito e para sempre e que os miúdos se habituassem a passar a noite toda a dormir na sua própria cama e perdessem o hábito de se levantar com as galinhas exclusivamente ao fim-de-semana para ver mais televisão ainda. Quero ir de férias, conhecer sítios que sempre quis conhecer, beber chá em Marraquexe e cerveja em Antuérpia, podem ficar com a praia obrigado, despedir-me e dormir dormir o que eu preciso de dormir...

domingo, 13 de novembro de 2011

O futebol dos pequenotes





Por falta de miúdos da mesma idade, por gosto ou porque de alguma maneira se tem que combater a letargia das consolas de jogo e pandas, lá se submetem os catraios às escolinhas de futebol que nascem como cogumelos.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Porque a Geração está à Rasca?

Tenho lido na imprensa uma série de ataques ao movimento que protagonizou o protesto de 12 de Março, na forma de "esta geração é isto e aquilo, estão mal habituados e não querem trabalhar, pensam que devia ser só facilidades e tal". Pior, tenho tido discussões com pessoas reais e, à partida, insuspeitas que alinham nesta linha de pensamento.
Há que discernir as coisas. Não está em causa o facto de a vida não ser fácil, e os tempos são difíceis e a vida está menos fácil ainda. Não está em causa que há demasiados jovens sobrequalificados para um mercado de trabalho exíguo e mingante. Não está em causa que os jovens de hoje estão mal habituados, que lhes têm dado demasiadas facilidades na sua juventude, etc. etc. O que está em causa é um sistema neste país que não dá as devidas hipóteses a quem quer trabalhar e investir, sem cunhas e sem compadrios.
Não vi nenhuma exigência de que o Estado deveria resolver a vida a quem quer que fosse. Apenas vi pedir uma hipótese, pedir que o Estado e os seus agentes fizessem o seu trabalho. Vi pedir que as pessoas fossem vistas como tal e não como gado votante. Vi condenar a maneira como determinados interesses privados conduzem as políticas deste país. Vi renegar a corrupção abundante e despudorada. Vi um pedido de ajuda.
O caso do mercado de trabalho (uma das questões abrangidas pelo movimento Geração à Rasca) é flagrante. O caso das vidas penduradas em empregos mal pagos e sem hipótese de evolução profissional é pungente. Que se passa aqui? O que leva estas pessoas a manifestarem-se?
Certamente não é um caso análogo ao que se verificou no PREC, em que a Geração de Abril foi para a rua exigir a nacionalização das suas empresas, de modo a trabalharem para o Estado, ao mesmo tempo que exigiam salários e direitos incomportáveis com as possibilidades do país (e que conseguiram). Haveria melhor do que trabalhar para a EDP ou PT ou CP ou CGD, ou outra empresa qualquer do Estado, nos anos 80? Sim, era continuar a trabalhar para essas mesmas empresas passados vinte anos.
Vamos lá ver. Andam aí a dizer que "no nosso tempo as coisas eram mais difíceis, não havia tantas facilidades, tínhamos era que trabalhar duro, não tínhamos carro e dinheiro para a discoteca" e tal. Pois, mas a economia do país crescia num ritmo que hoje invejamos, o país andava a endividar-se no estrangeiro barbaramente para pagar as contas do PREC e ainda conseguiu entrar na CEE para ir lá buscar milhões e milhões que esses mesmos "críticos" torraram à tripa forra em tudo menos em coisas com retorno para o futuro.
Hoje: O que leva estas pessoas a estarem à rasca no mercado laboral é a precariedade, os baixos salários para funções exigentes de qualificação superior, os falsos recibos verdes (quando o trabalho é efectuado nas mesmas condições que um trabalhador por conta de outrém com contrato de trabalho, mas sem esse vínculo, com salário inferior e sem quaisquer regalia ou protecção social), a falta de perspectivas de futuro, a falta de reconhecimento do bom trabalho efectuado.
Apesar de toda a sociedade ter culpa no cartório, o Governo/Estado é o principal responsável por esta situação, porque é o principal interveniente, é o legislador e o responsável pela regulação e fiscalização do mercado laboral. Vamos a repartições públicas e vemos tipos a fazer que fazem e ganhar 3000€/mês e ao lado um desgraçado a fazer-lhe o trabalho a ganhar 600€/mês a recibos verdes. Vamos a empresas e assistimos a falsos recibos verdes sem que o empregador tenha qualquer preocupação de vir a ser fiscalizado ou sancionado por isso. Vemos que as empresas procuram os estágios profissionais como fonte de mão de obra barata, dando lugar a elevada rotatividade nos seus funcionários. Vemos que determinadas ordens profissionais regulamentaram situações de escravatura para os membros estagiários, que apenas anseiam eles próprios poderem exercer sobre os que hão de vir. Vemos que as compensações por um trabalho bem feito e abaixo do orçamentado nunca vêm porque a demora nos pagamentos ás empresas é tal que o dinheiro mal vai chegando para as despesas correntes, e quando finalmente vem há o problema endémico da memória curta do empregador.
É correcto que a geração actual seja, na sua maior parte, mimada, consumista, sem noção. Acho. Mas também acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra e que anda aí muita pessoa a atirar poeira para os olhos das pessoas, provavelmente com esqueletos no armário.

sábado, 12 de março de 2011

Manifestação da "Geração à Rasca", em 12-03-2011

Decorreu hoje em Lisboa, no Porto, Braga, Faro, Castelo Branco, Funchal, Ponta Delgada, Leiria, Viseu, Londres, Haia..., de forma apartidária e pacifíca. Estima-se em 300.000 os manifestantes de todas as idades e credos.
No Porto, a multidão crescente foi desviada para a Avenida dos Aliados que quase que foi pequena demais para os milhares de jovens de todas as idades que lá se juntaram para protestar a situação de entropia geracional em que o país foi colocado por quase 37 anos de desgoverno reaccionário do pós-25 de Abril.
Sem presente condigno e sem garantia de qualquer futuro, a Geração à Rasca protesta e não perde a esperança.
















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domingo, 23 de janeiro de 2011

Em Fafe ninguém fanfa!...


...E, pelos vistos, em Guimarães também não. Será que o Corpo de Intervenção é presença assídua na carreira 300?
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