Ena, que grande almoço!!!
sábado, 2 de julho de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
SNS, ESTOU FARTO.
Acabem lá com essa porra. Não funciona, sorve dinheiro público como se não houvesse dia de amanhã, emprega as maiores bestas que portam títulos supostamente de saúde, faz perder o tempo e a saúde ás pessoas.
Acabou-se. Não quero saber do SNS. O SNS morreu e não passa de um cadáver em decomposição, putrefacto e nauseabundo, que estorva e obriga a trabalhos. O dinheiro que torramos nessa bosta de amostra de sistema de saúde, deus me perdoe, é melhor empregue num seguro privado qualquer que tem a decência de nos deixar morrer em casa sossegados quando chegar a altura e tiver acabado o dinheiro.
Acabou-se. Não quero saber do SNS. O SNS morreu e não passa de um cadáver em decomposição, putrefacto e nauseabundo, que estorva e obriga a trabalhos. O dinheiro que torramos nessa bosta de amostra de sistema de saúde, deus me perdoe, é melhor empregue num seguro privado qualquer que tem a decência de nos deixar morrer em casa sossegados quando chegar a altura e tiver acabado o dinheiro.
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Porque a Geração está à Rasca?
Tenho lido na imprensa uma série de ataques ao movimento que protagonizou o protesto de 12 de Março, na forma de "esta geração é isto e aquilo, estão mal habituados e não querem trabalhar, pensam que devia ser só facilidades e tal". Pior, tenho tido discussões com pessoas reais e, à partida, insuspeitas que alinham nesta linha de pensamento.
Há que discernir as coisas. Não está em causa o facto de a vida não ser fácil, e os tempos são difíceis e a vida está menos fácil ainda. Não está em causa que há demasiados jovens sobrequalificados para um mercado de trabalho exíguo e mingante. Não está em causa que os jovens de hoje estão mal habituados, que lhes têm dado demasiadas facilidades na sua juventude, etc. etc. O que está em causa é um sistema neste país que não dá as devidas hipóteses a quem quer trabalhar e investir, sem cunhas e sem compadrios.
Não vi nenhuma exigência de que o Estado deveria resolver a vida a quem quer que fosse. Apenas vi pedir uma hipótese, pedir que o Estado e os seus agentes fizessem o seu trabalho. Vi pedir que as pessoas fossem vistas como tal e não como gado votante. Vi condenar a maneira como determinados interesses privados conduzem as políticas deste país. Vi renegar a corrupção abundante e despudorada. Vi um pedido de ajuda.
O caso do mercado de trabalho (uma das questões abrangidas pelo movimento Geração à Rasca) é flagrante. O caso das vidas penduradas em empregos mal pagos e sem hipótese de evolução profissional é pungente. Que se passa aqui? O que leva estas pessoas a manifestarem-se?
Certamente não é um caso análogo ao que se verificou no PREC, em que a Geração de Abril foi para a rua exigir a nacionalização das suas empresas, de modo a trabalharem para o Estado, ao mesmo tempo que exigiam salários e direitos incomportáveis com as possibilidades do país (e que conseguiram). Haveria melhor do que trabalhar para a EDP ou PT ou CP ou CGD, ou outra empresa qualquer do Estado, nos anos 80? Sim, era continuar a trabalhar para essas mesmas empresas passados vinte anos.
Vamos lá ver. Andam aí a dizer que "no nosso tempo as coisas eram mais difíceis, não havia tantas facilidades, tínhamos era que trabalhar duro, não tínhamos carro e dinheiro para a discoteca" e tal. Pois, mas a economia do país crescia num ritmo que hoje invejamos, o país andava a endividar-se no estrangeiro barbaramente para pagar as contas do PREC e ainda conseguiu entrar na CEE para ir lá buscar milhões e milhões que esses mesmos "críticos" torraram à tripa forra em tudo menos em coisas com retorno para o futuro.
Hoje: O que leva estas pessoas a estarem à rasca no mercado laboral é a precariedade, os baixos salários para funções exigentes de qualificação superior, os falsos recibos verdes (quando o trabalho é efectuado nas mesmas condições que um trabalhador por conta de outrém com contrato de trabalho, mas sem esse vínculo, com salário inferior e sem quaisquer regalia ou protecção social), a falta de perspectivas de futuro, a falta de reconhecimento do bom trabalho efectuado.
Apesar de toda a sociedade ter culpa no cartório, o Governo/Estado é o principal responsável por esta situação, porque é o principal interveniente, é o legislador e o responsável pela regulação e fiscalização do mercado laboral. Vamos a repartições públicas e vemos tipos a fazer que fazem e ganhar 3000€/mês e ao lado um desgraçado a fazer-lhe o trabalho a ganhar 600€/mês a recibos verdes. Vamos a empresas e assistimos a falsos recibos verdes sem que o empregador tenha qualquer preocupação de vir a ser fiscalizado ou sancionado por isso. Vemos que as empresas procuram os estágios profissionais como fonte de mão de obra barata, dando lugar a elevada rotatividade nos seus funcionários. Vemos que determinadas ordens profissionais regulamentaram situações de escravatura para os membros estagiários, que apenas anseiam eles próprios poderem exercer sobre os que hão de vir. Vemos que as compensações por um trabalho bem feito e abaixo do orçamentado nunca vêm porque a demora nos pagamentos ás empresas é tal que o dinheiro mal vai chegando para as despesas correntes, e quando finalmente vem há o problema endémico da memória curta do empregador.
É correcto que a geração actual seja, na sua maior parte, mimada, consumista, sem noção. Acho. Mas também acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra e que anda aí muita pessoa a atirar poeira para os olhos das pessoas, provavelmente com esqueletos no armário.
Há que discernir as coisas. Não está em causa o facto de a vida não ser fácil, e os tempos são difíceis e a vida está menos fácil ainda. Não está em causa que há demasiados jovens sobrequalificados para um mercado de trabalho exíguo e mingante. Não está em causa que os jovens de hoje estão mal habituados, que lhes têm dado demasiadas facilidades na sua juventude, etc. etc. O que está em causa é um sistema neste país que não dá as devidas hipóteses a quem quer trabalhar e investir, sem cunhas e sem compadrios.
Não vi nenhuma exigência de que o Estado deveria resolver a vida a quem quer que fosse. Apenas vi pedir uma hipótese, pedir que o Estado e os seus agentes fizessem o seu trabalho. Vi pedir que as pessoas fossem vistas como tal e não como gado votante. Vi condenar a maneira como determinados interesses privados conduzem as políticas deste país. Vi renegar a corrupção abundante e despudorada. Vi um pedido de ajuda.
O caso do mercado de trabalho (uma das questões abrangidas pelo movimento Geração à Rasca) é flagrante. O caso das vidas penduradas em empregos mal pagos e sem hipótese de evolução profissional é pungente. Que se passa aqui? O que leva estas pessoas a manifestarem-se?
Certamente não é um caso análogo ao que se verificou no PREC, em que a Geração de Abril foi para a rua exigir a nacionalização das suas empresas, de modo a trabalharem para o Estado, ao mesmo tempo que exigiam salários e direitos incomportáveis com as possibilidades do país (e que conseguiram). Haveria melhor do que trabalhar para a EDP ou PT ou CP ou CGD, ou outra empresa qualquer do Estado, nos anos 80? Sim, era continuar a trabalhar para essas mesmas empresas passados vinte anos.
Vamos lá ver. Andam aí a dizer que "no nosso tempo as coisas eram mais difíceis, não havia tantas facilidades, tínhamos era que trabalhar duro, não tínhamos carro e dinheiro para a discoteca" e tal. Pois, mas a economia do país crescia num ritmo que hoje invejamos, o país andava a endividar-se no estrangeiro barbaramente para pagar as contas do PREC e ainda conseguiu entrar na CEE para ir lá buscar milhões e milhões que esses mesmos "críticos" torraram à tripa forra em tudo menos em coisas com retorno para o futuro.
Hoje: O que leva estas pessoas a estarem à rasca no mercado laboral é a precariedade, os baixos salários para funções exigentes de qualificação superior, os falsos recibos verdes (quando o trabalho é efectuado nas mesmas condições que um trabalhador por conta de outrém com contrato de trabalho, mas sem esse vínculo, com salário inferior e sem quaisquer regalia ou protecção social), a falta de perspectivas de futuro, a falta de reconhecimento do bom trabalho efectuado.
Apesar de toda a sociedade ter culpa no cartório, o Governo/Estado é o principal responsável por esta situação, porque é o principal interveniente, é o legislador e o responsável pela regulação e fiscalização do mercado laboral. Vamos a repartições públicas e vemos tipos a fazer que fazem e ganhar 3000€/mês e ao lado um desgraçado a fazer-lhe o trabalho a ganhar 600€/mês a recibos verdes. Vamos a empresas e assistimos a falsos recibos verdes sem que o empregador tenha qualquer preocupação de vir a ser fiscalizado ou sancionado por isso. Vemos que as empresas procuram os estágios profissionais como fonte de mão de obra barata, dando lugar a elevada rotatividade nos seus funcionários. Vemos que determinadas ordens profissionais regulamentaram situações de escravatura para os membros estagiários, que apenas anseiam eles próprios poderem exercer sobre os que hão de vir. Vemos que as compensações por um trabalho bem feito e abaixo do orçamentado nunca vêm porque a demora nos pagamentos ás empresas é tal que o dinheiro mal vai chegando para as despesas correntes, e quando finalmente vem há o problema endémico da memória curta do empregador.
É correcto que a geração actual seja, na sua maior parte, mimada, consumista, sem noção. Acho. Mas também acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra e que anda aí muita pessoa a atirar poeira para os olhos das pessoas, provavelmente com esqueletos no armário.
quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Manifestação da "Geração à Rasca", em 12-03-2011
Decorreu hoje em Lisboa, no Porto, Braga, Faro, Castelo Branco, Funchal, Ponta Delgada, Leiria, Viseu, Londres, Haia..., de forma apartidária e pacifíca. Estima-se em 300.000 os manifestantes de todas as idades e credos.
No Porto, a multidão crescente foi desviada para a Avenida dos Aliados que quase que foi pequena demais para os milhares de jovens de todas as idades que lá se juntaram para protestar a situação de entropia geracional em que o país foi colocado por quase 37 anos de desgoverno reaccionário do pós-25 de Abril.
Sem presente condigno e sem garantia de qualquer futuro, a Geração à Rasca protesta e não perde a esperança.
No Porto, a multidão crescente foi desviada para a Avenida dos Aliados que quase que foi pequena demais para os milhares de jovens de todas as idades que lá se juntaram para protestar a situação de entropia geracional em que o país foi colocado por quase 37 anos de desgoverno reaccionário do pós-25 de Abril.
Sem presente condigno e sem garantia de qualquer futuro, a Geração à Rasca protesta e não perde a esperança.
segunda-feira, 7 de março de 2011
A Luta continua!
O 47.º Festival da Canção foi fora de série. Não só não ganhou um fado, ou uma música sobre os descobrimentos, ou uma azeiteirice qualquer (não desfazendo), como a música vencedora, "A Luta é Alegria" representa uma verdadeira pedrada no charco estagnado do social-porreirismo português, com ressalto para toda a Europa.
As pessoas, na pacatez do seu lar, pegaram nos telefones, gastaram os seus €0,60+IVA e votaram, sendo que 25% votaram nos Homens da Luta (Gel, Falâncio e restante trupe). Ahhh... se a Democracia fosse tão fácil! Se o voto estivesse à distância de um telefonema de valor acrescentado! Bom... Não interessa: o Povo exprimiu-se!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Revolução Árabe
Tunísia, Egipto, Argélia...
Um por um, os povos árabes estão a erguer-se contra os regimes que os oprimem há décadas.
Já soam as campaínhas de alarme contra o alastrar do fundamentalismo islâmico, que encontrará na democracia um corredor para o poder.
Não creio que uma coisa tenha a ver com outra, basta ver a Revolução Islâmica no Irão, em 1979. O regime do Xá era rico e impiedoso para com os contestatários, e não impediu os revolucionários de tomarem o poder. Note-se que, nesse caso, quem se ergueu contra o regime foram fundamentalistas islâmicos, enquanto na Tunísia, Egipto e Argélia são jovens seculares, com formação e sem futuro. Os movimentos islâmicos também lá estão, como nãopodiam deixar de estar, mas foram "obrigados" a deixar de lado a questão religiosa para não serem postos de lado pelos restantes.
Não devemos confundir a liberdade, a democracia, a religião, os fundamentalistas e o povo árabe. Se nós, em Portugal, fizemos a revolução do 25 de Abril de 1974 pela liberdade e pela democracia, apenas podemos baixar os olhos com vergonha por deixarmos as coisas chegarem ao ponto que chegaram na nossa casa, depois de admirarmos a luta pela liberdade e pela democracia de toda uma cultura no Norte de África. Caberá a estes povos lutadores e dignos lidar com a responsabilidade das suas liberdades, refrear o avanço do fundamentalismo e reencontrar o seu merecido lugar no caminho do desenvolvimento económico, social e humano.
Pela nossa parte, acho reprovável que andemos de mão estendida a regimes opressores da dignidade humana, a pedinchar negócio e vender a nossa soberania, enquanto calámos os valores expressos na Carta Universal dos Direitos do Homem.
Um por um, os povos árabes estão a erguer-se contra os regimes que os oprimem há décadas.
Já soam as campaínhas de alarme contra o alastrar do fundamentalismo islâmico, que encontrará na democracia um corredor para o poder.
Não creio que uma coisa tenha a ver com outra, basta ver a Revolução Islâmica no Irão, em 1979. O regime do Xá era rico e impiedoso para com os contestatários, e não impediu os revolucionários de tomarem o poder. Note-se que, nesse caso, quem se ergueu contra o regime foram fundamentalistas islâmicos, enquanto na Tunísia, Egipto e Argélia são jovens seculares, com formação e sem futuro. Os movimentos islâmicos também lá estão, como nãopodiam deixar de estar, mas foram "obrigados" a deixar de lado a questão religiosa para não serem postos de lado pelos restantes.
Não devemos confundir a liberdade, a democracia, a religião, os fundamentalistas e o povo árabe. Se nós, em Portugal, fizemos a revolução do 25 de Abril de 1974 pela liberdade e pela democracia, apenas podemos baixar os olhos com vergonha por deixarmos as coisas chegarem ao ponto que chegaram na nossa casa, depois de admirarmos a luta pela liberdade e pela democracia de toda uma cultura no Norte de África. Caberá a estes povos lutadores e dignos lidar com a responsabilidade das suas liberdades, refrear o avanço do fundamentalismo e reencontrar o seu merecido lugar no caminho do desenvolvimento económico, social e humano.
Pela nossa parte, acho reprovável que andemos de mão estendida a regimes opressores da dignidade humana, a pedinchar negócio e vender a nossa soberania, enquanto calámos os valores expressos na Carta Universal dos Direitos do Homem.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A Este nada de novo
Olhem como são diferentes as coisas numa monarquia constitucional, como ouço cada vez mais gente a defender:
Carta de Endesa a usuario canario y respuesta de éste: DESPUÉS DE LEER ESTO ME SUMO AL APAGÓN GENERAL DEL DÍA 15 DE FEBRERO. LO APUNTARÉ EN LA PUERTA DE LA NEVERA.
POR FAVOR ÚNANSE, NO OLVIDEN QUE DE LA UNIÓN NACE LA FUERZA. A VER SI LO LOGRAMOS, YA ESTÁ BIEN DE ABUSOS!
I-Primera carta de "amor" : )
“Estimado señor:
Endesa Distribución va a proceder próximamente a la sustitución de su contador de electricidad por uno nuevo que dispone de capacidad de Telegestión, en cumplimiento de la normativa vigente (RD 1110/2007 de 24 de agosto y Orden TC/3860/2007 de 28 de diciembre). El nuevo sistema de Telegestión permitirá entre otras funciones la lectura a distancia de su consumo.
A lo largo del próximo trimestre, un operario autorizado por Endesa sustituirá el contador que usted tiene actualmente instalado. Si su contador se encuentra en el cuarto de contadores o es accesible desde el exterior de su vivienda, no será necesario que usted esté presente. En caso contrario, el operario se pondrá en contacto con usted para poder realizar el cambio de contador.
El coste de la sustitución correrá a cargo de Endesa y usted sólo tendrá que abonar una cantidad en concepto de Derechos de Enganche, que según se establece en la legislación actual asciende a 9,04 euros. Por otra parte, el coste mensual de alquiler del contador a aplicar será de 0,81 euros.
Si necesita cualquier aclaración sobre esta sustitución o desea realizar alguna consulta, puede contactar con nosotros dirigiéndose al Teléfono de Atención de Endesa Distribución Eléctrica 902 509 600.
Estaremos encantados de atenderle.
Agradeciendo de antemano su colaboración, reciba un cordial saludo”.
II-Respuesta. Segunda carta de "amor": )
“Estimados señores de Endesa Distribución:
He recibido su amable carta de fecha indeterminada (porque no la ponen) en la que me comunican una serie de hechos consumados basados, naturalmente, en que ustedes como monopolio hacen siempre lo que les sale de los electrones y a nosotros, como miembros de la honorable manada de borregos forzosamente consumidores, nos queda la única opción gozosa de pagar.
Les dirijo esta carta porque en el texto que me han enviado, como a otros muchos miles de consumidores, supongo, existen algunas cuestiones que me han sumido en un estado de estupor, catatonia y asombro. O dicho de otra forma, que me han fundido ustedes los plomos.
Porque vamos a ver. Me dicen ustedes amablemente que van a proceder a cambiarme “mi” contador de electricidad. Una cuestión bastante curiosa porque resulta que en el desglose de la factura que les pago a ustedes todos los meses les abono una cantidad en concepto de alquiler de contador. Y digo yo, ¿cómo es posible que les haya pagado un alquiler por algo que era mío? ¿Habrán incurrido ustedes, mi querido monopolio, en un involuntario y pequeño error por el que me han estado cobrando indebidamente una modesta pero significativa cantidad a lo largo de los últimos años?
Sigo adelante con la carta y observo que me cuentan ustedes que el nuevo contador permite la lectura a distancia (es decir, más gente al paro, me temo, maldita tecnología...) lo cual, como fácilmente comprenderán, a los usuarios nos la refanfinfla. Dicho de otra manera, que me da igual que lean ustedes el contador a medio metro o desde las quintas chimbambas, a condición de que las lecturas sean las reales.
Añaden que el coste de la sustitución -en cumplimiento de la normativa legal- correrá a cargo de Endesa. Y digo yo que faltaría más que nos cobraran a nosotros por algo que ni hemos pedido ni maldita la falta que nos hace. O sea, que les agradezco la información aunque me resulte irrelevante. Lo que me llena de asombro es que me indiquen que “solo” tendré que abonar “una cantidad en concepto de derechos de enganche que según la legislación actual asciende a 9,04 euros”.
Vamos a ver, querido monopolio, ¿cómo nos van a cobrar a los usuarios un reenganche de un desenganche que ni hemos pedido, ni hemos contratado? Porque digo yo que porque a ustedes les salga del flujo de electrones cambiar los contadores, como les podría dar por cambiar esas divertidas torretas eléctricas de colorines con las que generosamente nos han adornado las autopistas para mejorar nuestra imagen turística, ¿a mi que me cuentan? Eso del derecho de enganche, que debe ser un asunto más complejo que el derecho romano, es un devengo que se produce cuando un usuario se da de alta en la red por primera vez o lo vuelve a hacer después de que le hayan cortado la luz por impago. ¿Pero cómo le pueden cobrar enganche a un consumidor que no se ha desenganchado, que está al corriente de sus pagos y que tiene un contrato vigente con ustedes para el suministro en unas condiciones pactadas?
Es que si tenemos en cuenta que tienen ustedes, un suponer, 600.000 usuarios en Canarias, a casi diez euros por barba, se van a embolsar así como quien no quiere la cosa unos seis millones de euros, que hay meses que no los gana uno, créanme, aunque sea expresidente de Gobierno y además de llevarse 80.000 del ala al año limpios de polvo (aunque no me consta que de paja) cobren por hacer de lobby para algunas de las grandes empresas españolas.
Lo que ya me descalabra completamente es que añadan -supongo que intentando convertir la carta en un relato kafkiano- que el coste mensual del alquiler del contador a aplicar (un lapsus sintáctico porque en todo caso querrán decir ustedes ·el costo mensual a aplicar del alquiler del contador...·) será de 0,81 euros. ¡A veeeeerrr!... Si el contador es mío ¿me van a pagar ustedes 0,81 euros mensuales? ¿O será que realmente el contador es de quien es -es decir, de ustedes- y amablemente me comunican que me van a cobrar esa módica cantidad mensual?. Y si es de ustedes, ¿por qué principian hablando de “mi” contador?
Queridos amigos del monopolio. No se líen. El contador es de ustedes. Lo era antes y lo es ahora. Por eso me cobraban antes el alquiler y me lo van a cobrar ahora. Y lo cambian ustedes por imperativo legal, con lo que esa pretensión de cobrarles diez euros a los usuarios me parece sencillamente que es sacar las patas del tiesto y echarle un poco de morro al asunto. Sobre todo porque lo que realmente se callan en su amable carta -en las cartas, como en la vida, es más importante lo que se calla que lo que se cuenta- es que el nuevo contador tecnológicamente avanzado que nos están cascando por decisión unilateral les va a permitir a sus señorías detectar a aquellos usuarios -viviendas, oficinas, bares, restaurantes y otros- que están consumiendo ligeramente por encima de la potencia contratada. O dicho de otra manera, que aquellos consumidores que tienen con ustedes un contrato de potencia de 5 kw y resulta que de media están consumiendo un poco por encima -que como bien saben son un porrón- van a tener que pagarles esa energía extra con un sustancioso recargo y, de propina, estarán obligados a realizar un nuevo contrato de mayor potencia. Es decir, que con esos nuevos contadores van a detectar ustedes los pequeños sobreconsumos que ahora se les escapan, van a cobrarlos con banderillas y van a hacer el negocio redondo aumentando el rango de potencia de los contratos. Ustedes lo saben. Yo lo sé. Los usuarios, tal vez, no lo sabían.
Resulta descorazonador que mientras hacen ustedes todo esto, la gente que se supone que representa los intereses de los ciudadanos sigan discutiendo del sexo de los galgos y los podencos. Si esto fuera un libre mercado, allá penas, porque estarían ejerciendo con toda legitimidad sus derechos como empresa y los usuarios estarían en condiciones de elegir. Como resulta que tienen ustedes el monopolio real de la distribución no estamos hablando de un mercado libre y las reglas del juego deben ser distintas. Desde luego no deberían pasar porque ustedes hagan lo que les salga del forro de los cajones de los electrones y a los usuarios, forzosos, no les quede otra que tragar.
Les agradezco su amable y distorsionada información en torno a sus planes para apretarnos un poco más los bolsillos, les recomiendo encarecidamente que su grupo de producción compre energías renovables de los nuevos parques eólicos del Cabildo de Tenerife (y de paso quesos, vino, yogures, piensos, vacas... o jugarse incluso unas perritas en los casinos de la casa) y les aseguro que como se les ocurra cobrarme diez euros por un reenganche que no he pedido, pienso acudir a la Organización de Consumidores y Usuarios para que no me hagan ni puñetero caso, perder el tiempo, frustrarme y pensar una vez más que estamos indefensos ante los monopolios, los mercados intervenidos y los ineptos que se suponen que tienen que defendernos.
Reciban un cordial saludo.
III. (y una objeción desesperada)
PD. El número de información al que me indican en la carta que debo llamar (el 902 509 600 de Atención al Cliente de Endesa Distribución Eléctrica) es un call center -como dicen los modernos- que está en Madrid (me gustaría que creen puestos de trabajo donde yo pago, no sé si me entienden). Te atiende primero un sistema robotizado y luego una amable persona que solo acierta a repetir el manual de la compañía que viene a ser: “Le entendemos, pero le vamos a cobrar. Esto es lo que hay”. Ah. Y el número es de tarificación especial, de pago, con lo cual además de esperar, preguntar y no tener respuesta, también terminamos pagando. Por cierto, por mucho que me he leído las disposiciones legales que citan en su carta -y otras- sobre el cambio en los equipos de medidas básicos, por ninguna parte he visto otra interpretación que la de que son ustedes los que deben instalarlos y pagar el coste de la instalación.
Este puede ser el comienzo.
VAMOS A PASAR DEL CABREO A LOS HECHOS.
APAGÓN GENERAL DÍA 15 DE FEBRERO
El DÍA 15 DE FEBRERO, DÍA DEL CONSUMIDOR, apagón general de electricidad en los hogares españoles a las 22 horas en señal de protesta por la subida abusiva que ENDESA, IBERDROLA y FENOSA han llevado a cabo en sus tarifas eléctricas.
La única forma que tenemos de luchar los consumidores contra estas practicas abusivas, es con medidas como esta por eso os convocamos a seguir esta iniciativa que comenzará a las 22 horas y durara 5 minutos.
¡¡¡ CON SOLO 5 MINUTOS HAREMOS UN HUECO EN SUS ARCAS, QUE SE ACORDARÁN DE TODOS A
LOS QUE ESTÁN ROBANDO.!!!
!!!! OS ROGAMOS QUE LO HAGÁIS PASAR AL MAYOR NUMERO DE CORREOS ELECTRÓNICOS!!!!!
EN COPIA OCULTA...
Nuestros hermanos, estoy con vosotros! Vuestra lucha es tambien la nuestra! Tasjaber?
Carta de Endesa a usuario canario y respuesta de éste: DESPUÉS DE LEER ESTO ME SUMO AL APAGÓN GENERAL DEL DÍA 15 DE FEBRERO. LO APUNTARÉ EN LA PUERTA DE LA NEVERA.
POR FAVOR ÚNANSE, NO OLVIDEN QUE DE LA UNIÓN NACE LA FUERZA. A VER SI LO LOGRAMOS, YA ESTÁ BIEN DE ABUSOS!
I-Primera carta de "amor" : )
“Estimado señor:
Endesa Distribución va a proceder próximamente a la sustitución de su contador de electricidad por uno nuevo que dispone de capacidad de Telegestión, en cumplimiento de la normativa vigente (RD 1110/2007 de 24 de agosto y Orden TC/3860/2007 de 28 de diciembre). El nuevo sistema de Telegestión permitirá entre otras funciones la lectura a distancia de su consumo.
A lo largo del próximo trimestre, un operario autorizado por Endesa sustituirá el contador que usted tiene actualmente instalado. Si su contador se encuentra en el cuarto de contadores o es accesible desde el exterior de su vivienda, no será necesario que usted esté presente. En caso contrario, el operario se pondrá en contacto con usted para poder realizar el cambio de contador.
El coste de la sustitución correrá a cargo de Endesa y usted sólo tendrá que abonar una cantidad en concepto de Derechos de Enganche, que según se establece en la legislación actual asciende a 9,04 euros. Por otra parte, el coste mensual de alquiler del contador a aplicar será de 0,81 euros.
Si necesita cualquier aclaración sobre esta sustitución o desea realizar alguna consulta, puede contactar con nosotros dirigiéndose al Teléfono de Atención de Endesa Distribución Eléctrica 902 509 600.
Estaremos encantados de atenderle.
Agradeciendo de antemano su colaboración, reciba un cordial saludo”.
II-Respuesta. Segunda carta de "amor": )
“Estimados señores de Endesa Distribución:
He recibido su amable carta de fecha indeterminada (porque no la ponen) en la que me comunican una serie de hechos consumados basados, naturalmente, en que ustedes como monopolio hacen siempre lo que les sale de los electrones y a nosotros, como miembros de la honorable manada de borregos forzosamente consumidores, nos queda la única opción gozosa de pagar.
Les dirijo esta carta porque en el texto que me han enviado, como a otros muchos miles de consumidores, supongo, existen algunas cuestiones que me han sumido en un estado de estupor, catatonia y asombro. O dicho de otra forma, que me han fundido ustedes los plomos.
Porque vamos a ver. Me dicen ustedes amablemente que van a proceder a cambiarme “mi” contador de electricidad. Una cuestión bastante curiosa porque resulta que en el desglose de la factura que les pago a ustedes todos los meses les abono una cantidad en concepto de alquiler de contador. Y digo yo, ¿cómo es posible que les haya pagado un alquiler por algo que era mío? ¿Habrán incurrido ustedes, mi querido monopolio, en un involuntario y pequeño error por el que me han estado cobrando indebidamente una modesta pero significativa cantidad a lo largo de los últimos años?
Sigo adelante con la carta y observo que me cuentan ustedes que el nuevo contador permite la lectura a distancia (es decir, más gente al paro, me temo, maldita tecnología...) lo cual, como fácilmente comprenderán, a los usuarios nos la refanfinfla. Dicho de otra manera, que me da igual que lean ustedes el contador a medio metro o desde las quintas chimbambas, a condición de que las lecturas sean las reales.
Añaden que el coste de la sustitución -en cumplimiento de la normativa legal- correrá a cargo de Endesa. Y digo yo que faltaría más que nos cobraran a nosotros por algo que ni hemos pedido ni maldita la falta que nos hace. O sea, que les agradezco la información aunque me resulte irrelevante. Lo que me llena de asombro es que me indiquen que “solo” tendré que abonar “una cantidad en concepto de derechos de enganche que según la legislación actual asciende a 9,04 euros”.
Vamos a ver, querido monopolio, ¿cómo nos van a cobrar a los usuarios un reenganche de un desenganche que ni hemos pedido, ni hemos contratado? Porque digo yo que porque a ustedes les salga del flujo de electrones cambiar los contadores, como les podría dar por cambiar esas divertidas torretas eléctricas de colorines con las que generosamente nos han adornado las autopistas para mejorar nuestra imagen turística, ¿a mi que me cuentan? Eso del derecho de enganche, que debe ser un asunto más complejo que el derecho romano, es un devengo que se produce cuando un usuario se da de alta en la red por primera vez o lo vuelve a hacer después de que le hayan cortado la luz por impago. ¿Pero cómo le pueden cobrar enganche a un consumidor que no se ha desenganchado, que está al corriente de sus pagos y que tiene un contrato vigente con ustedes para el suministro en unas condiciones pactadas?
Es que si tenemos en cuenta que tienen ustedes, un suponer, 600.000 usuarios en Canarias, a casi diez euros por barba, se van a embolsar así como quien no quiere la cosa unos seis millones de euros, que hay meses que no los gana uno, créanme, aunque sea expresidente de Gobierno y además de llevarse 80.000 del ala al año limpios de polvo (aunque no me consta que de paja) cobren por hacer de lobby para algunas de las grandes empresas españolas.
Lo que ya me descalabra completamente es que añadan -supongo que intentando convertir la carta en un relato kafkiano- que el coste mensual del alquiler del contador a aplicar (un lapsus sintáctico porque en todo caso querrán decir ustedes ·el costo mensual a aplicar del alquiler del contador...·) será de 0,81 euros. ¡A veeeeerrr!... Si el contador es mío ¿me van a pagar ustedes 0,81 euros mensuales? ¿O será que realmente el contador es de quien es -es decir, de ustedes- y amablemente me comunican que me van a cobrar esa módica cantidad mensual?. Y si es de ustedes, ¿por qué principian hablando de “mi” contador?
Queridos amigos del monopolio. No se líen. El contador es de ustedes. Lo era antes y lo es ahora. Por eso me cobraban antes el alquiler y me lo van a cobrar ahora. Y lo cambian ustedes por imperativo legal, con lo que esa pretensión de cobrarles diez euros a los usuarios me parece sencillamente que es sacar las patas del tiesto y echarle un poco de morro al asunto. Sobre todo porque lo que realmente se callan en su amable carta -en las cartas, como en la vida, es más importante lo que se calla que lo que se cuenta- es que el nuevo contador tecnológicamente avanzado que nos están cascando por decisión unilateral les va a permitir a sus señorías detectar a aquellos usuarios -viviendas, oficinas, bares, restaurantes y otros- que están consumiendo ligeramente por encima de la potencia contratada. O dicho de otra manera, que aquellos consumidores que tienen con ustedes un contrato de potencia de 5 kw y resulta que de media están consumiendo un poco por encima -que como bien saben son un porrón- van a tener que pagarles esa energía extra con un sustancioso recargo y, de propina, estarán obligados a realizar un nuevo contrato de mayor potencia. Es decir, que con esos nuevos contadores van a detectar ustedes los pequeños sobreconsumos que ahora se les escapan, van a cobrarlos con banderillas y van a hacer el negocio redondo aumentando el rango de potencia de los contratos. Ustedes lo saben. Yo lo sé. Los usuarios, tal vez, no lo sabían.
Resulta descorazonador que mientras hacen ustedes todo esto, la gente que se supone que representa los intereses de los ciudadanos sigan discutiendo del sexo de los galgos y los podencos. Si esto fuera un libre mercado, allá penas, porque estarían ejerciendo con toda legitimidad sus derechos como empresa y los usuarios estarían en condiciones de elegir. Como resulta que tienen ustedes el monopolio real de la distribución no estamos hablando de un mercado libre y las reglas del juego deben ser distintas. Desde luego no deberían pasar porque ustedes hagan lo que les salga del forro de los cajones de los electrones y a los usuarios, forzosos, no les quede otra que tragar.
Les agradezco su amable y distorsionada información en torno a sus planes para apretarnos un poco más los bolsillos, les recomiendo encarecidamente que su grupo de producción compre energías renovables de los nuevos parques eólicos del Cabildo de Tenerife (y de paso quesos, vino, yogures, piensos, vacas... o jugarse incluso unas perritas en los casinos de la casa) y les aseguro que como se les ocurra cobrarme diez euros por un reenganche que no he pedido, pienso acudir a la Organización de Consumidores y Usuarios para que no me hagan ni puñetero caso, perder el tiempo, frustrarme y pensar una vez más que estamos indefensos ante los monopolios, los mercados intervenidos y los ineptos que se suponen que tienen que defendernos.
Reciban un cordial saludo.
III. (y una objeción desesperada)
PD. El número de información al que me indican en la carta que debo llamar (el 902 509 600 de Atención al Cliente de Endesa Distribución Eléctrica) es un call center -como dicen los modernos- que está en Madrid (me gustaría que creen puestos de trabajo donde yo pago, no sé si me entienden). Te atiende primero un sistema robotizado y luego una amable persona que solo acierta a repetir el manual de la compañía que viene a ser: “Le entendemos, pero le vamos a cobrar. Esto es lo que hay”. Ah. Y el número es de tarificación especial, de pago, con lo cual además de esperar, preguntar y no tener respuesta, también terminamos pagando. Por cierto, por mucho que me he leído las disposiciones legales que citan en su carta -y otras- sobre el cambio en los equipos de medidas básicos, por ninguna parte he visto otra interpretación que la de que son ustedes los que deben instalarlos y pagar el coste de la instalación.
VAMOS A PASAR DEL CABREO A LOS HECHOS.
APAGÓN GENERAL DÍA 15 DE FEBRERO
El DÍA 15 DE FEBRERO, DÍA DEL CONSUMIDOR, apagón general de electricidad en los hogares españoles a las 22 horas en señal de protesta por la subida abusiva que ENDESA, IBERDROLA y FENOSA han llevado a cabo en sus tarifas eléctricas.
La única forma que tenemos de luchar los consumidores contra estas practicas abusivas, es con medidas como esta por eso os convocamos a seguir esta iniciativa que comenzará a las 22 horas y durara 5 minutos.
¡¡¡ CON SOLO 5 MINUTOS HAREMOS UN HUECO EN SUS ARCAS, QUE SE ACORDARÁN DE TODOS A
LOS QUE ESTÁN ROBANDO.!!!
!!!! OS ROGAMOS QUE LO HAGÁIS PASAR AL MAYOR NUMERO DE CORREOS ELECTRÓNICOS!!!!!
EN COPIA OCULTA...
Nuestros hermanos, estoy con vosotros! Vuestra lucha es tambien la nuestra! Tasjaber?
sábado, 5 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Novo emprego
Aspiro a um novo emprego.
De facto, quase me atrevo a dizer que seria um tacho, não fosse a minha aspiração solene e propositada e o cargo de elevada responsabilidade.
Partilho convosco o email que enviei ao Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Guimarães:
de tasjaber@gmail.com
para geral@cm-guimaraes.pt
cco direccao.editorial@publico.pt, jn.online@jn.pt, not.guimaraes@mail.telepac.pt, tasjaber@gmail.com
data 29 de janeiro de 2011 23:55
assunto Fundação Cidade de Guimarães - Candidatura a Presidente
enviado por gmail.com
Ex mo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Guimarães,
Tendo chegado à minha atenção os salários praticados na Fundação Cidade de Guimarães, venho pelo presente propor-me a Presidente da mesma.
Tenho consciência da audácia da minha proposta mas estou seguro que, após uma explanação das mais valias da mesma, merecerá a devida atenção de Vexa. Não vou entrar em pormenores acerca do meu curriculum vitae, dado achar que o mesmo não trará nenhuma vantagem nítida sobre a actual Presidente da Fundação mas, tendo em conta as dificuldades económicas que a região do Vale do Ave e as suas gentes actualmente atravessam, julgo que a minha será uma Presidência popular e que beneficiará imenso a economia local.
Assim, a minha candidatura espontânea ao cargo de Presidente da Fundação Cidade de Guimarães é acompanhada do compromisso de, devidamente liquidados os necessários impostos, doar metade do actual vencimento a uma instituição de solidariedade social ou qualquer outra instituição de utilidade pública de escolha de Vexa. que ajude a atenuar as dificuldades que o povo mais humilde de Guimarães actualmente atravessa.
Atenciosamente,
Tasjaber?
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: tasjaber
Data: 29 de janeiro de 2011 23:15
Assunto: tasjaber enviou-lhe o seguinte texto
Para: tasjaber
Mensagem: Comentário
Guimarães 2012 gasta 1,3 milhões de euros por ano em salários
Samuel Silva
A Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade que gere a Capital Europeia da Cultura de 2012, vai gastar quase oito milhões de euros em vencimentos até ao final do seu mandato. Só o conselho de administração (CA), presidido por Cristina Azevedo, custa à instituição 600 mil euros por ano.
De facto, quase me atrevo a dizer que seria um tacho, não fosse a minha aspiração solene e propositada e o cargo de elevada responsabilidade.
Partilho convosco o email que enviei ao Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Guimarães:
de tasjaber@gmail.com
para geral@cm-guimaraes.pt
cco direccao.editorial@publico.pt, jn.online@jn.pt, not.guimaraes@mail.telepac.pt, tasjaber@gmail.com
data 29 de janeiro de 2011 23:55
assunto Fundação Cidade de Guimarães - Candidatura a Presidente
enviado por gmail.com
Ex mo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Guimarães,
Tendo chegado à minha atenção os salários praticados na Fundação Cidade de Guimarães, venho pelo presente propor-me a Presidente da mesma.
Tenho consciência da audácia da minha proposta mas estou seguro que, após uma explanação das mais valias da mesma, merecerá a devida atenção de Vexa. Não vou entrar em pormenores acerca do meu curriculum vitae, dado achar que o mesmo não trará nenhuma vantagem nítida sobre a actual Presidente da Fundação mas, tendo em conta as dificuldades económicas que a região do Vale do Ave e as suas gentes actualmente atravessam, julgo que a minha será uma Presidência popular e que beneficiará imenso a economia local.
Assim, a minha candidatura espontânea ao cargo de Presidente da Fundação Cidade de Guimarães é acompanhada do compromisso de, devidamente liquidados os necessários impostos, doar metade do actual vencimento a uma instituição de solidariedade social ou qualquer outra instituição de utilidade pública de escolha de Vexa. que ajude a atenuar as dificuldades que o povo mais humilde de Guimarães actualmente atravessa.
Atenciosamente,
Tasjaber?
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: tasjaber
Data: 29 de janeiro de 2011 23:15
Assunto: tasjaber enviou-lhe o seguinte texto
Para: tasjaber
Mensagem: Comentário
Guimarães 2012 gasta 1,3 milhões de euros por ano em salários
Samuel Silva
A Fundação Cidade de Guimarães (FCG), entidade que gere a Capital Europeia da Cultura de 2012, vai gastar quase oito milhões de euros em vencimentos até ao final do seu mandato. Só o conselho de administração (CA), presidido por Cristina Azevedo, custa à instituição 600 mil euros por ano.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Em Fafe ninguém fanfa!...
...E, pelos vistos, em Guimarães também não. Será que o Corpo de Intervenção é presença assídua na carreira 300?
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
SNS, SOS?
Ia começar este post a maldizer o nosso querido Serviço Nacional de Saúde, mas acho que seria como chover no molhado. Em vez disso vou textualizar a minha ideia salvadora da pátria dos cuidados de saúde previdentes.
Acho que o problema do SNS é o mesmo do Estado. É grande, complexo, mal gerido, cheio de funcionários e, para mal dos seus pecados, foi agora entregue à concessão dos amigos em negócios onde o prejuízo dos gestores não é possível. Face a este cenário, a ideia de acabar com o SNS e entregar a Saúde aos privados ganha corpo, e já há quem se apresente como candidato a Primeiro Ministro com esta ordem de ideias. No entanto, a simples renúncia por parte do Estado dos seus deveres previdentes e sociais e entrega dos cuidados de saúde aos privados não será nunca uma medida tendo em vista os melhores interesses do cidadão comum.
O sector privado tem apenas um único objectivo em vista: o lucro. Isto não é, por si só, defeito! O lucro é saudável numa economia de mercado, especialmente se for reinvestido na economia. O problema é que o Estado tem cultivado estranhos hábitos de investir o dinheiro do contribuinte em infraestruturas internas incontornáveis e logo de seguida atribuir a sua exploração a concessionários ou ainda privatizar as empresas públicas à volta de monopólios. É a mesma coisa que dizer: Estou farto de gastar dinheiro, podes ficar com os lucros! É claro que as empresas privadas sabem que o melhor que lhes pode acontecer é viverem à sombra da bananeira chamada Estado Português. Isso da economia de mercado é muito bonito, mas dá trabalho, é preciso ser competitivo, tem riscos...
Do parágrafo anterior, podemos tirar uma ilação: A Saúde na mãos dos privados seria uma grande festa para estes, mas o cidadão teria que ter bolsos fundos mesmo que fosse o Estado a pagar a factura.
Dou um exemplo, conhecido daqueles que têm ADSE e frequentam clínicas que têm acordos com esta instituição: O tratamento é de luxo, não falta sequer chá e bolachinhas enquanto se espera (pouco). Os médicos são atenciosos e não poupam nas análises, para contentamento dos utentes que pagam apenas uma pequena percentagem do seu custo. No entanto, uma análise leiga não deixa de deixar dúvidas quanto à sua real necessidade. A ADSE paga, e bem, estas análises e procedimentos talvez desnecessários e, como resultado, vê-se na necessidade de colmatar a sangria dos seus fundos com redução de benefícios aos agregados familiares e aumento de contribuições por parte dos funcionários. E, no fim, os utentes não deixam de sentir que, quando as coisas são mesmo sérias, deixam de ser interessantes para o privado, que os remetem para o público. "Vão morrer longe!", parecem dizer.
Ao mesmo tempo, assistimos a situações em que o Estado passa a obrigar os seus funcionários a requerer as suas baixas médicas no SNS, devido à facilidade com que os privados as passam a pedido, na tentativa de reduzir os custos do absentismo dos seus funcionários, recordistas nesta matéria quando comparados com os colegas do sector privado. Há aqui qualquer coisa que não bate certo!
Assim, e finalmente, passo a expor a minha ideia:
Porque não deixar à gestão privada as questões mais mundanas da saúde, nomeadamente as entorses, gripes, constipações, etc., a par das despesas correspondentes com baixas médicas e as suas fiscalizações, retendo o Estado a responsabilidade de tratar os assuntos mais sérios sem olhar a meios para tratar os pacientes? Uma parte das contribuições para a Segurança Social passariam a ser entregues a seguradoras, à escolha do contribuinte, que passariam a cobrir estes custos, enquanto outra parte continuaria a reverter para um SNS centralizado em hospitais distritais (por exemplo) que teriam as melhores condições para tratar os casos mais sérios (acidentes, doenças prolongadas, etc.)? Imaginem um hospital sem pessoas à espera de tratar de entorses ou constipações, apenas dedicado a coisas mais sérias! Enquanto isso, na gestão privada seria lógico o investimento em medicina preventiva e outras medidas no sentido de maximizar o lucro, ao mesmo tempo que teriam de assegurar condições adequadas aos utentes sob pena de perderem o seu alvará! O absentismo seria reduzido quer na função pública quer nos trabalhadores do sector privado, graças ao olhar atento das seguradoras. Os cuidados médicos seriam sérios e completos, graças ao risco de processo judicial e indemnização, ao mesmo tempo que os médicos teriam sempre a válvula de escape que seria a possibilidade de enviar os pacientes sérios para os hospitais do Estado.
Sou um génio, ou simplesmente idiota?
Acho que o problema do SNS é o mesmo do Estado. É grande, complexo, mal gerido, cheio de funcionários e, para mal dos seus pecados, foi agora entregue à concessão dos amigos em negócios onde o prejuízo dos gestores não é possível. Face a este cenário, a ideia de acabar com o SNS e entregar a Saúde aos privados ganha corpo, e já há quem se apresente como candidato a Primeiro Ministro com esta ordem de ideias. No entanto, a simples renúncia por parte do Estado dos seus deveres previdentes e sociais e entrega dos cuidados de saúde aos privados não será nunca uma medida tendo em vista os melhores interesses do cidadão comum.
O sector privado tem apenas um único objectivo em vista: o lucro. Isto não é, por si só, defeito! O lucro é saudável numa economia de mercado, especialmente se for reinvestido na economia. O problema é que o Estado tem cultivado estranhos hábitos de investir o dinheiro do contribuinte em infraestruturas internas incontornáveis e logo de seguida atribuir a sua exploração a concessionários ou ainda privatizar as empresas públicas à volta de monopólios. É a mesma coisa que dizer: Estou farto de gastar dinheiro, podes ficar com os lucros! É claro que as empresas privadas sabem que o melhor que lhes pode acontecer é viverem à sombra da bananeira chamada Estado Português. Isso da economia de mercado é muito bonito, mas dá trabalho, é preciso ser competitivo, tem riscos...
Do parágrafo anterior, podemos tirar uma ilação: A Saúde na mãos dos privados seria uma grande festa para estes, mas o cidadão teria que ter bolsos fundos mesmo que fosse o Estado a pagar a factura.
Dou um exemplo, conhecido daqueles que têm ADSE e frequentam clínicas que têm acordos com esta instituição: O tratamento é de luxo, não falta sequer chá e bolachinhas enquanto se espera (pouco). Os médicos são atenciosos e não poupam nas análises, para contentamento dos utentes que pagam apenas uma pequena percentagem do seu custo. No entanto, uma análise leiga não deixa de deixar dúvidas quanto à sua real necessidade. A ADSE paga, e bem, estas análises e procedimentos talvez desnecessários e, como resultado, vê-se na necessidade de colmatar a sangria dos seus fundos com redução de benefícios aos agregados familiares e aumento de contribuições por parte dos funcionários. E, no fim, os utentes não deixam de sentir que, quando as coisas são mesmo sérias, deixam de ser interessantes para o privado, que os remetem para o público. "Vão morrer longe!", parecem dizer.
Ao mesmo tempo, assistimos a situações em que o Estado passa a obrigar os seus funcionários a requerer as suas baixas médicas no SNS, devido à facilidade com que os privados as passam a pedido, na tentativa de reduzir os custos do absentismo dos seus funcionários, recordistas nesta matéria quando comparados com os colegas do sector privado. Há aqui qualquer coisa que não bate certo!
Assim, e finalmente, passo a expor a minha ideia:
Porque não deixar à gestão privada as questões mais mundanas da saúde, nomeadamente as entorses, gripes, constipações, etc., a par das despesas correspondentes com baixas médicas e as suas fiscalizações, retendo o Estado a responsabilidade de tratar os assuntos mais sérios sem olhar a meios para tratar os pacientes? Uma parte das contribuições para a Segurança Social passariam a ser entregues a seguradoras, à escolha do contribuinte, que passariam a cobrir estes custos, enquanto outra parte continuaria a reverter para um SNS centralizado em hospitais distritais (por exemplo) que teriam as melhores condições para tratar os casos mais sérios (acidentes, doenças prolongadas, etc.)? Imaginem um hospital sem pessoas à espera de tratar de entorses ou constipações, apenas dedicado a coisas mais sérias! Enquanto isso, na gestão privada seria lógico o investimento em medicina preventiva e outras medidas no sentido de maximizar o lucro, ao mesmo tempo que teriam de assegurar condições adequadas aos utentes sob pena de perderem o seu alvará! O absentismo seria reduzido quer na função pública quer nos trabalhadores do sector privado, graças ao olhar atento das seguradoras. Os cuidados médicos seriam sérios e completos, graças ao risco de processo judicial e indemnização, ao mesmo tempo que os médicos teriam sempre a válvula de escape que seria a possibilidade de enviar os pacientes sérios para os hospitais do Estado.
Sou um génio, ou simplesmente idiota?
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